quarta-feira, 21 de março de 2012

DIA MUNDIAL DA SÍNDROME DE DOWN


Sandra Kiefer -

Publicação: 21/03/2012 06:00 Atualização: 21/03/2012 07:09

Magda Zambelli, a grande companheira do irmão, Rafael Zambelli, de 54, se queixa da falta de oportunidades profissionais:
Magda Zambelli, a grande companheira do irmão, Rafael Zambelli, de 54, se queixa da falta de oportunidades profissionais: "ele não pode ficar na escola a vida toda"
As pessoas com síndrome de Down já foram tratadas como eternas crianças. Se no século passado tinham sobrevida de 30 anos, atualmente podem viver até os 70, segundo o maior especialista da síndrome do país, o médico geneticista Zan Mustacchi. No Dia Internacional da Síndrome de Down, a boa notícia vem acompanhada de uma preocupação: garantir a essas pessoas uma ocupação e até uma aposentadoria digna.

"Essa turma mais antiga está dentro de casa com depressão, sem ter o que fazer. Eles são de uma época em que não havia estimulação suficiente e nem todos aprenderam a ler e a escrever para ser inseridos no mercado de trabalho", protesta Luzia Zolini, diretora da Família Down, de Belo Horizonte. Segundo ela, a maioria das empresas já acatam a determinação de contratar pessoas com deficiência física para cumprir as cotas exigidas por lei, mas ainda têm dificuldades de aceitar os trabalhadores com deficiência intelectual.

"É um erro. As pesquisas mostram que as pessoas com síndrome de Down tornam o ambiente mais feliz e humano. Elas cumprimentam da mesma forma o presidente da empresa e a faxineira que limpa o banheiro e isso contagia a equipe", compara

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