PARA QUEM NÃO PÔDE VER NA BIENAL.
Beatriz Reis, professora de Artes desta escola,com o seu Trenzinho Caipira foi a atração da BIENAL. Você pode conferir.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
PARABÉNS, TATIANA E DRIELE FIGUEIREDO!!!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
PREMIAÇÃO DA FEIRA DE CIÊNCIAS

PARABÉNS, GALERINHA!!!!
A Feira de Ciências foi um sucesso!
"O importante não é o prêmio e sim a participação, a busca dos experimentos, a integração da equipe, o aprendizado adquirido pelos alunos e professores. Neste quesito todos estão de parabéns." Declaração feita pelos professores responsáveis pelo evento.
RETORNO DE GABI
Olha só quem está de volta...

Depois do "SIM", a Silvio no altar,a professora Gabriela está de volta.
Os Professores do "15 de Novembro" te recepcionam com boas vindas.
SEJA BEM VINDA,Gabi!!
Que você seja muito FELIZ nesta nova etapa de vida.
"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."

Depois do "SIM", a Silvio no altar,a professora Gabriela está de volta.
Os Professores do "15 de Novembro" te recepcionam com boas vindas.
SEJA BEM VINDA,Gabi!!
Que você seja muito FELIZ nesta nova etapa de vida.
"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
MONTEIRO LOBATO E A CENSURA
Sobre a censura da obra de Lobato,abaixo está um relato de uma Professora do Clube dos Docentes da Língua Portuguesa.
"Quando chega o momento de falar de Lobato nas aulas em cursos, descobrimos que a memória dos alunos sobre o autor foi criada a partir de programas de televisão - poucos leram Lobato na escola. O mesmo acontece com os alunos do Ensino Médio; eu o citei em uma aula sobre outro assunto e os meninos pediram que continuasse a falar dele. Agora, fui surpreendida pela notícia de que o Conselho Nacional de Educação quer proibir a distribuição de uma das obras de Monteiro Lobato a alunos do Ensino Médio, sob alegação de racismo.
A obra que está na mira do CNE é Caçadas de Pedrinho, título lançado por Lobato em 1933. A narrativa conta a aventura do menino que parte a fim de capturar uma onça pintada. A “abordagem racista” estaria no tratamento dado à cozinheira Tia Nastácia, chamada de “negra” em alguns trechos do livro. Outro trecho condenado pelo Conselho é "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão".
Não é a primeira vez que uma obra de Lobato é perseguida. Em 1940, o livro Peter Pan foi recolhido, no estado de São Paulo, a pedido do Tribunal de Segurança Nacional. Todos os exemplares encontrados foram destruídos, sob alegação de que incitava as crianças a um pensamento equivocado sobre o governo do país e dava-lhes um sentimento de inferioridade por comparar crianças brasileiras e inglesas. Outras obras do autor passaram por campanhas difamatórias: O poço do Visconde (o autor questionava a recusa do governo sobre existência e exploração de petróleo); Geografia de Dona Benta (denúncia da má administração federal); História do mundo para crianças (o autor questionou o “descobrimento” do Brasil, narrou o episódio em que Vasco da Gama teria ordenado a mutilação de 1600 marinheiros árabes e afirmou ter Santos Dumont se suicidado por desgosto ao ver seus aviões usados como máquina de guerra); Hans Staden foi condenado por conter cenas antropofágicas porque poderiam assustar as crianças e Doze Trabalhos de Hércules foi criticado aparentemente desrespeitar a cultura grega. Naquele momento da história brasileira, a obra lobatiana poderia ser julgada como comunista e ordenou-se que os livros fossem retirados das bibliotecas escolares.
Monteiro Lobato tinha especial preocupação com o desenvolvimento da educação brasileira. O autor acreditava em um processo de ensino-aprendizagem em que o aluno fosse considerado agente de seu conhecimento, o que justifica o jeito “malcriado” de Emília, as observações críticas de Pedrinho, os saraus de Dona Benta e a cultura popular narrada por Nastácia. O pensamento de Lobato estava influenciado pela “Escola Nova” de Anísio Teixeira, que introduzira, no Brasil, as ideias educacionais do pedagogo americano John Dewey. Teixeira e Lobato defendiam a ideia de que era preciso discutir a democracia nas escolas, o ensino precisava ser público e gratuito, e o aprendizado só seria bom se feito a partir de experiências críticas.
O Conselho Nacional de Educação parece promover o retrocesso, o caminho inverso da luta educacional travada por Lobato e Teixeira. Ainda que suas obras contenham trechos que não traduzam os valores éticos atuais, é preciso levá-las às crianças e a partir delas construir um novo valor moral. É preciso ensinar a ler Lobato: por que o autor usou expressões que, hoje, são consideradas preconceituosas? Como o negro era tratado no início do século XX? Qual era seu papel social? Como o autor usa tais questões em sua obra? Proibir a obra de Lobato nas escolas é trazer de volta um período vergonhoso de nossa história."
Para ouvir a entrevista no Youtube, clique AQUI.
"Quando chega o momento de falar de Lobato nas aulas em cursos, descobrimos que a memória dos alunos sobre o autor foi criada a partir de programas de televisão - poucos leram Lobato na escola. O mesmo acontece com os alunos do Ensino Médio; eu o citei em uma aula sobre outro assunto e os meninos pediram que continuasse a falar dele. Agora, fui surpreendida pela notícia de que o Conselho Nacional de Educação quer proibir a distribuição de uma das obras de Monteiro Lobato a alunos do Ensino Médio, sob alegação de racismo.
A obra que está na mira do CNE é Caçadas de Pedrinho, título lançado por Lobato em 1933. A narrativa conta a aventura do menino que parte a fim de capturar uma onça pintada. A “abordagem racista” estaria no tratamento dado à cozinheira Tia Nastácia, chamada de “negra” em alguns trechos do livro. Outro trecho condenado pelo Conselho é "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão".
Não é a primeira vez que uma obra de Lobato é perseguida. Em 1940, o livro Peter Pan foi recolhido, no estado de São Paulo, a pedido do Tribunal de Segurança Nacional. Todos os exemplares encontrados foram destruídos, sob alegação de que incitava as crianças a um pensamento equivocado sobre o governo do país e dava-lhes um sentimento de inferioridade por comparar crianças brasileiras e inglesas. Outras obras do autor passaram por campanhas difamatórias: O poço do Visconde (o autor questionava a recusa do governo sobre existência e exploração de petróleo); Geografia de Dona Benta (denúncia da má administração federal); História do mundo para crianças (o autor questionou o “descobrimento” do Brasil, narrou o episódio em que Vasco da Gama teria ordenado a mutilação de 1600 marinheiros árabes e afirmou ter Santos Dumont se suicidado por desgosto ao ver seus aviões usados como máquina de guerra); Hans Staden foi condenado por conter cenas antropofágicas porque poderiam assustar as crianças e Doze Trabalhos de Hércules foi criticado aparentemente desrespeitar a cultura grega. Naquele momento da história brasileira, a obra lobatiana poderia ser julgada como comunista e ordenou-se que os livros fossem retirados das bibliotecas escolares.
Monteiro Lobato tinha especial preocupação com o desenvolvimento da educação brasileira. O autor acreditava em um processo de ensino-aprendizagem em que o aluno fosse considerado agente de seu conhecimento, o que justifica o jeito “malcriado” de Emília, as observações críticas de Pedrinho, os saraus de Dona Benta e a cultura popular narrada por Nastácia. O pensamento de Lobato estava influenciado pela “Escola Nova” de Anísio Teixeira, que introduzira, no Brasil, as ideias educacionais do pedagogo americano John Dewey. Teixeira e Lobato defendiam a ideia de que era preciso discutir a democracia nas escolas, o ensino precisava ser público e gratuito, e o aprendizado só seria bom se feito a partir de experiências críticas.
O Conselho Nacional de Educação parece promover o retrocesso, o caminho inverso da luta educacional travada por Lobato e Teixeira. Ainda que suas obras contenham trechos que não traduzam os valores éticos atuais, é preciso levá-las às crianças e a partir delas construir um novo valor moral. É preciso ensinar a ler Lobato: por que o autor usou expressões que, hoje, são consideradas preconceituosas? Como o negro era tratado no início do século XX? Qual era seu papel social? Como o autor usa tais questões em sua obra? Proibir a obra de Lobato nas escolas é trazer de volta um período vergonhoso de nossa história."
Para ouvir a entrevista no Youtube, clique AQUI.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
FEIRA DE CIÊNCIAS
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